De :

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BH E REGIÃO

Para:

UNIDADES BANCÁRIAS

Data: 09 DE OUTUBRO DE 2008

ASSUNTO:

Greve continua com força total

Os bancários entraram no segundo dia de greve com uma grande mobilização nas ruas de Belo Horizonte. A adesão foi ainda maior que no primeiro dia de paralisação, atingindo 90% dos departamentos e agências da CAIXA, 60% das unidades do BB e 22 agências de bancos privados. A greve segue forte de norte a sul do país, com grande adesão em todos os estados. Os maiores centros financeiros do Brasil, incluindo Belo Horizonte, estão em greve.        

Hoje (9) foi realizada uma assembléia em frente à agência Século da CAIXA, na Praça Sete, em que os bancários decidiram pela continuação da greve por tempo indeterminado. Além disso, a categoria aprovou para amanhã (10) o Dia do Vermelho, para que todos os bancários compareçam nas manifestações vestidos de vermelho em protesto contra a intransigência dos banqueiros.

         A assembléia deliberou também pela realização do Forró do BB, amanhã, às 11h, em frente ao prédio do banco da rua Rio de Janeiro. O BB completa 200 anos em 2008 e planeja uma grande comemoração para marcar a data, porém continua a tratar com descaso seu maior patrimônio, os funcionários. O Forró do BB acontece justamente para deixar uma mancha nesta data tão importante para o banco, que comemorará 200 anos com seu funcionalismo em greve, algo vergonhoso para o banco mais antigo do país. Talvez assim a direção do BB entenda que os bancários exigem serem tratados com respeito e seriedade.

         Após a assembléia, centenas de bancários seguiram em uma animada passeata pela avenida Afonso Pena e depois subiram a rua da Bahia em direção à agência Centro do Bradesco, na esquina com a rua Goiás. Lá os bancários distribuíram canjiquinha com bacon à população, um protesto irreverente em alusão à gordura que os banqueiros têm para queimar. Com os lucros bilionários, os bancos possuem totais condições de atender todas as reivindicações da categoria, no entanto permanecem inflexíveis, oferecendo um reajuste insatisfatório de 7,5% (a categoria reivindica 13,23%). Além disso, rejeitaram todas as outras reivindicações da categoria relacionadas à saúde, melhores condições de trabalho e segurança, dentre outros.

         O Bradesco e o Unibanco continuam a se valer de instrumentos autoritários e truculentos para impedir que os bancários exerçam seu direito constitucional de greve. Novamente os dois bancos buscaram o antidemocrático Interdito Proibitório, um resquício da ditadura, para forçar os funcionários a retornarem ao trabalho e barrar a entrada em suas dependências dos bancários que aderiram ao movimento. Uma atitude reprovável que não freará a intensa mobilização da categoria.

         Para o presidente do Sindicato Cardoso, a mobilização ainda maior que se viu hoje fortalece o movimento e confirma a disposição dos bancários de permanecerem parados enquanto os banqueiros não abrirem novas negociações, com propostas que atendam as expectativas da categoria. “Os bancários deram novamente uma resposta forte aos banqueiros e à direção dos bancos públicos. Parabenizo os trabalhadores pela passeata de hoje e pela manifestação em frente à agência do Bradesco da rua da Bahia.  Um número maior de bancários aderiu à greve, o que mostra que o movimento cresce a cada dia e que a categoria está pronta para o confronto. É apenas o início da luta, que será dura, por isso precisamos continuar unidos e mobilizados como nos dois primeiros dias de greve. Amanhã todos devem comparecer à porta do Banco do Brasil da rua Rio de Janeiro, para comemorarmos os 200 anos do BB em greve, mas com muita irreverência, e pressionar os banqueiros e a direção do BB e da CAIXA a atenderem nossas justas reivindicações”, afirmou.

 

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BH E REGIÃO